Pode falar que eu não ligo, Agora, amigo, Eu tô em outra, Eu tô ficando velha, Eu tô ficando louca.
Pode avisar qu'eu não vou, Oh oh oh... Eu tô na estrada, Eu nunca sei da hora, Eu nunca sei de nada.
Nem vem tirar Meu riso frouxo com algum conselho Que hoje eu passei batom vermelho, Eu tenho tido a alegria como dom Em cada canto eu vejo o lado bom.
Pode falar qu'eu nem ligo, Agora eu sigo O meu nariz, Respiro fundo e canto Mesmo que um tanto rouca.
Pode falar, não importa O que tenho de torta, Eu tenho de feliz, Eu vou cambaleando De perna bamba e solta.
Nem vem tirar Meu riso frouxo com algum conselho Que hoje eu passei batom vermelho, Eu tenho tido a alegria como dom Em cada canto eu vejo o lado bom.
Nem vem tirar Meu riso frouxo com algum conselho Que hoje eu passei batom vermelho, Eu tenho tido a alegria como dom Em cada canto eu vejo o lado bom.
Onde ela vai eu vou Onde ela está eu estou E cada dia mais doido por ela eu sou Eu sempre imaginei aquilo tudo pra mim Mas só acreditei Quando ela disse que sim
Quando ela chega é um furdúncio adoidado E todo mundo quer ficar do seu lado Às vezes não quero sair, mas eu saio Do que é meu eu cuido e não me distraio
Aquela maravilha andando sozinha Tem um aviso pra dizer que ela é minha Quebrando tudo de um lado pro outro Colado nela é que eu me sinto mais solto
Onde ela vai eu vou Onde ela está eu estou E cada dia mais doido por ela eu sou Eu sempre imaginei aquilo tudo pra mim Mas só acreditei Quando ela disse que sim
Quando ela chega todo mundo se encanta Quando ela dança todo mundo levanta Pra ver de perto aquela coisa bonita Que me assanha, me provoca, me agita
Não deixo aquela maravilha sozinha Causando confusão enquanto caminha Quebrando tudo de um lado pro outro Colado nela é que eu me sinto mais solto
Quando ela chega todo mundo se encanta Quando ela dança todo mundo levanta Pra ver de perto aquela coisa bonita Que me assanha, me provoca, me agita
Não deixo aquela maravilha sozinha Causando confusão enquanto caminha Quebrando tudo de um lado pro outro Colado nela é que eu me sinto mais solto
Onde ela vai eu vou Onde ela está eu estou E cada dia mais doido por ela eu sou Eu sempre imaginei aquilo tudo pra mim Mas só acreditei Quando ela disse que sim
Onde ela vai eu vou Onde ela está eu estou E cada dia mais doido por ela eu sou Eu sempre imaginei aquilo tudo pra mim Mas só acreditei Quando ela disse que sim
A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega No momento em que eu queria ver O segundo que antecede o beijo A palavra que destrói o amor Quando tudo ainda estava inteiro No instante em que desmoronou Palavras duras em voz de veludo E tudo muda, adeus velho mundo Há um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor Seja quem for, Cuide bem do seu amor Seja quem for...
E cada segundo, cada momento, cada instante É quase eterno, passa devagar Se o seu mundo for o mundo inteiro Sua vida, seu amor, seu lar Cuide tudo que for verdadeiro Deixe tudo que não for passar Palavras duras em voz de veludo E tudo muda, adeus velho mundo Há um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor Seja quem for, Cuide bem do seu amor Seja quem for...
Palavras duras em voz de veludo E tudo muda, adeus velho mundo Há um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor Seja quem for, Cuide bem do seu amor Seja quem for...
Quando tá escuro E ninguém te ouve Quando chega a noite E você pode chorar
Há uma luz no túnel Dos desesperados Há um cais de porto Pra quem precisa chegar
Eu tô na lanterna dos afogados Eu tô te esperando Vê se não vai demorar...ohohoh
Uma noite longa Pra uma vida curta Mas já não me importa Basta poder te ajudar
E são tantas marcas Que já fazem parte Do que eu sou agora Mas ainda sei me virar
Eu tô na lanterna dos afogados Eu tô te esperando Vê se não vai demorar...ohohoh
Uma noite longa Pra uma vida curta Mas já não me importa Basta poder te ajudar
Eu tô na lanterna dos afogados Eu tô te esperando Vê se não vai demorar...ohohoh
Olhos fechados Prá te encontrar Não estou ao seu lado Mas posso sonhar Aonde quer que eu vá Levo você no olhar Aonde quer que eu vá Aonde quer que eu vá...
Não sei bem certo Se é só ilusão Se é você já perto Se é intuição E aonde quer que eu vá Levo você no olhar Aonde quer que eu vá Aonde quer que eu vá...
Longe daqui Longe de tudo Meus sonhos vão te buscar Volta prá mim Vem pro meu mundo Eu sempre vou te esperar Larará! Lararára!...
Não sei bem certo Se é só ilusão Se é você já perto Se é intuição E aonde quer que eu vá Levo você no olhar Aonde quer que eu vá Aonde quer que eu vá...
Lá! Larará! Larará! Lá! Larará! Larará! Aonde quer que eu vá Lá! Larará! Larará! Lá! Larará! Larará! Lá! Larará! Larará! Aonde quer que eu vá...
Eu quis dizer Você não quis escutar Agora não peça Não me faça promessas...
Eu não quero te ver Nem quero acreditar Que vai ser diferente Que tudo mudou...
Você diz não saber O que houve de errado E o meu erro foi crer Que estar ao seu lado Bastaria! Ah! Meu Deus! Era tudo o que eu queria Eu dizia o seu nome Não me abandone...
Mesmo querendo Eu não vou me enganar Eu conheço os seus passos Eu vejo os seus erros Não há nada de novo Ainda somos iguais Então não me chame Não olhe pra trás...
Você diz não saber O que houve de errado E o meu erro foi crer Que estar ao seu lado Bastaria! Ah! Meu Deus! Era tudo o que eu queria Eu dizia o seu nome Não me abandone jamais...
Mesmo querendo Eu não vou me enganar Eu conheço os seus passos Eu vejo os seus erros Não há nada de novo Ainda somos iguais Então não me chame Não olhe pra trás...
Você diz não saber O que houve de errado E o meu erro foi crer Que estar ao seu lado Bastaria! Ah! Meu Deus! Era tudo o que eu queria Eu dizia o seu nome Não me abandone jamais...
Não me abandone jamais... (3x)
"O que fizeste, sultão, de minha alegre menina?"
"Palácio real lhe dei, um trono de pedraria Sapato bordado a ouro, esmeraldas e rubis Ametista para os dedos, vestidos de diamantes Escravas para serví-la, um lugar no meu dossel E a chamei de rainha, e a chamei de rainha"
"O que fizeste, sultão, de minha alegre menina? Só desejava campina, colher as flores do mato Só desejava um espelho de vidro prá se mirar Só desejava do sol calor para bem viver Só desejava o luar de prata prá repousar Só desejava o amor dos homens prá bem amar Só desejava o amor dos homens prá bem amar"
"No baile real levei a tua alegre menina Vestida de realeza, com princesas conversou Com doutores praticou, dançou a dança faceira Bebeu o vinho mais caro, mordeu fruta estrangeira Entrou nos braços do rei, rainha mais verdadeira Entrou nos braços do rei, rainha a mais verdadeira"
Porque eu sei que é amor Eu não peço nada em troca Porque eu sei que é amor Eu não peço nenhuma prova
Mesmo que você não esteja aqui O amor está aqui Agora Mesmo que você tenha que partir O amor não há de ir Embora
Eu sei que é pra sempre Enquanto durar Eu peço somente O que eu puder dar (2x)
Porque eu sei que é amor Sei que cada palavra importa Porque eu sei que é amor Sei que só há uma resposta
Mesmo sem porquê eu te trago aqui O amor está aqui Comigo Mesmo sem porquê eu te levo assim O amor está em mim Mais vivo
Eu sei que é pra sempre Enquanto durar Eu peço somente O que eu puder dar (4x)
Porque eu sei que é amor (3x)
Quando não houver saída Quando não houver mais solução Ainda há de haver saída Nenhuma idéia vale uma vida...
Quando não houver esperança Quando não restar nem ilusão Ainda há de haver esperança Em cada um de nós Algo de uma criança...
Enquanto houver sol Enquanto houver sol Ainda haverá Enquanto houver sol Enquanto houver sol...
Quando não houver caminho Mesmo sem amor, sem direção A sós ninguém está sozinho É caminhando Que se faz o caminho...
Quando não houver desejo Quando não restar nem mesmo dor Ainda há de haver desejo Em cada um de nós Aonde Deus colocou...
Enquanto houver sol Enquanto houver sol Ainda haverá Enquanto houver sol Enquanto houver sol...(3x)
Eu quero levar Uma vida moderninha Deixar minha menininha Sair sozinha Não ser machista E não bancar o possessivo Ser mais seguro E não ser tão impulsivo...
Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme...
Meu bem me deixa Sempre muito à vontade Ela me diz que é muito bom Ter liberdade E que não há mal nenhum Em ter outra amizade E que brigar por isso É muita crueldade...
Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme...
Meu bem me deixa Sempre muito à vontade Ela me diz que é muito bom Ter liberdade E que não há mal nenhum Em ter outra amizade E que brigar por isso É muita crueldade Hiê! Hiê! Hiê!...
Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme Mas eu me mordo de ciúme...
Família! Família! Papai, mamãe, titia Família! Família! Almoça junto todo dia Nunca perde essa mania...
Mas quando a filha Quer fugir de casa Precisa descolar um ganha-pão Filha de família se não casa Papai, mamãe Não dão nem um tostão...
Família êh! Família ah! Família! oh! êh! êh! êh! Família êh! Família ah! Família!...
Família! Família! Vovô, vovó, sobrinha Família! Família! Janta junto todo dia Nunca perde essa mania...
Mas quando o nenêm Fica doente Uô! Uô! Procura uma farmácia de plantão O choro do nenêm é estridente Uô! Uô! Assim não dá pra ver televisão...
Família êh! Família ah! Família! oh! êh! êh! êh! Família êh! Família ah! Família! hiá! hiá! hiá!...
Família! Família! Cachorro, gato, galinha Família! Família! Vive junto todo dia Nunca perde essa mania...
A mãe morre de medo de barata Uô! Uô! O pai vive com medo de ladrão Jogaram inseticida pela casa Uô! Uô! Botaram cadeado no portão...
Família êh! Família ah! Família! Família êh! Familia ah! Família! oh! êh! êh! êh! Família êh! Família ah! Família! hiá! hiá! hiá!...
Devia ter amado mais Ter chorado mais Ter visto o sol nascer Devia ter arriscado mais E até errado mais Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado As pessoas como elas são Cada um sabe a alegria E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger Enquanto eu andar distraído O acaso vai me proteger Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos Trabalhado menos Ter visto o sol se pôr Devia ter me importado menos Com problemas pequenos Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado A vida como ela é A cada um cabe alegrias E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger Enquanto eu andar distraído O acaso vai me proteger Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos Trabalhado menos Ter visto o sol se pôr...
Não pude deixar de ouvir Uma voz dentro de mim Como é que eu vim parar aqui? Já nem sei...
E nada pode me livrar Parece que estão no ar Todos os erros que eu cometi
Agora é hora de mudar
Mas eu não sei, se essa voz é você aqui Mas eu não sei, pra onde ela vai levar Quero voar pra bem longe só pra você vir me encontrar Mas eu não sei, se esse dia vai chegar
Meus olhos eu não abro mais Pois sei que vão fugir Pra não ver mais o que eu vi
As vezes sinto o céu cair Pesando sobre mim Pra me lembrar do que eu fiz
Mas eu não sei, se essa voz é você aqui Mas eu não sei, pra onde ela vai levar Quero voar pra bem longe só pra você vir me encontrar Mas eu não sei, se esse dia vai chegar
Não tenho horizontes, eu navego nesse mar Não existe procura sem algo pra encontrar Não vai ser como antes, eu me nego a fracassar Sou doente sem cura, sem casa pra voltar
Quem espera que a vida Seja feita de ilusão Pode até ficar maluco Ou morrer na solidão É preciso ter cuidado Pra mais tarde não sofrer É preciso saber viver
Toda pedra do caminho Você pode retirar Numa flor que tem espinhos Você pode se arranhar Se o bem e o mal existem Você pode escolher É preciso saber viver
É preciso saber viver É preciso saber viver É preciso saber viver Saber viver, saber viver!
Vamos deixar que entrem? Que invadam o seu lar? Pedir que quebrem Que acabem com seu bem-estar? Vamos pedir que quebrem O que eu construi pra mim? Que joguem lixo Que destruam o meu jardim?
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Vamos deixar que entrem? Que invadam o meu quintal? Que sujem a casa? E rasguem as roupas no varal? Vamos pedir que quebrem Sua sala de jantar Que quebrem os móveis E queimem tudo o que restar?
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro O mesmo desespero
Vamos deixar que entrem Como uma interrogação? Até os inocentes Aqui já não tem perdão Vamos pedir que quebrem? Destruir qualquer certeza Até o que é mesmo belo Aqui já não tem beleza
Vamos deixar que entrem? E fiquem com o que você tem? Até o que é de todos Já não é de ninguém Pedir que quebrem? Mendigar pelas esquinas Até o que é novo Já esta em ruinas Vamos deixar que entrem? Nada é como você pensa Pedir que sentem Aos que entraram sem licença Pedir que quebrem Que derrubem o meu muro Atrás de tantas cercas Quem é que pode estar seguro?
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro O mesmo desespero
Enquanto os homens exercem seus podres
poderes Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos E perdem os verdes
Somos uns boçais Queria querer gritar setecentas mil vezes Como são
lindos, como são lindos os burgueses E os japoneses Mas tudo é muito
mais
Será que nunca faremos se não confirmar
A incompetência da América Católica Que sempre precisará de ridículos
tiranos? Será será que será que será que será Será que essa minha
estúpida retórica Terá que soar, terá que se ouvir Por mais zil
anos?
Enquanto os homens exercem seus podres
poderes Índios e padres e bichas, negros e mulheres E
adolescentes Fazem o carnaval Queria querer cantar afinado com
eles Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase Ser indecente mas
tudo é muito mau
Ou então cada paisano e cada capataz
Com sua burrice fará jorrar sangue demais Nos pantanais, nas cidades,
caatingas E nos gerais? Será que apenas os hermetismos pascoais Os
tons os mil tons, seus sons e seus dons geniais Nos salvam, nos salvarão
dessas trevas E nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres
poderes Morrer e matar de fome, de raiva e de sede São tantas vezes
gestos naturais Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo Daqueles que
velam pela alegria do mundo Indo mais fundo Tins e bens e tais
Hoje você é quem manda Falou, tá falado Não tem discussão A minha gente hoje anda Falando de lado E olhando pro chão, viu Você que inventou esse estado E inventou de inventar Toda a escuridão Você que inventou o pecado Esqueceu-se de inventar O perdão
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Eu pergunto a você Onde vai se esconder Da enorme euforia Como vai proibir Quando o galo insistir Em cantar Água nova brotando E a gente se amando Sem parar
Quando chegar o momento Esse meu sofrimento Vou cobrar com juros, juro Todo esse amor reprimido Esse grito contido Este samba no escuro Você que inventou a tristeza Ora, tenha a fineza De desinventar Você vai pagar e é dobrado Cada lágrima rolada Nesse meu penar
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Inda pago pra ver O jardim florescer Qual você não queria Você vai se amargar Vendo o dia raiar Sem lhe pedir licença E eu vou morrer de rir Que esse dia há de vir Antes do que você pensa
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Você vai ter que ver A manhã renascer E esbanjar poesia Como vai se explicar Vendo o céu clarear De repente, impunemente Como vai abafar Nosso coro a cantar Na sua frente
Apesar de você Amanhã há de ser Outro dia Você vai se dar mal Etc. e tal La, laiá, la laiá, la laiá
Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor e engolir a labuta? Mesmo calada a boca resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa? Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta
Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada, prá a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa
Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda (Cálice!) De muito usada a faca já não corta Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!) Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade? Mesmo calado o peito resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade
Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice Pai! Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!) Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!) Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!) Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!) Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!) Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!) Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!) Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)
Nesta semana iremos falar sobre ditadura militar,um fato marcado por violência,leis,censura etc...
Com a deposição do presidente João Goulart,em 1964,o Brasil ingressou em uma de seus períodos mais sombrios,marcado pelo autoritarismo político,repressão aos opositores e censura aos meios de comunicação e às manifestações culturais.