Quando penso em você, fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos, em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.
domingo, 30 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Tempo Perdido (Renato Russo)
Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mais tenho muito tempo:
Temos todo o tempo do mundo.
Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia:
“Sempre em frente,
Não temos tempo a perder”.
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E tão selvagem.
Veja o sol dessa manhã tão cinza:
A tempestade é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E me diz mais uma vez
Que já estamos longe de tudo:
Temos o nosso próprio tempo.
Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora.
O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido, ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
amado amigo
Teus caminhos
teus sonhos
teus medos
tuas tristezas
teus sofrimentos
tuas vitórias
teus pensamentos
tuas memórias
tuas alegrias
tua história
saberei de tudo um pouquinho
bem de perto.
cantarei o refrão
das tuas músicas preferidas
sentirei teu abraço
tocar em meus cabelos
e quando tu chorares
chorarei contigo
porque tu és meu amigo
e nada te machucarás,
enquanto eu estiver perto.
mas não posso mais
acabo de me apaixonar
pelo meu melhor amigo.
agora brigo contigo
e me afasto
meu coração
foi esmagado.
como pode ser tão forte
essa dor.
sinto a morte
por não estar com você
mesmo sendo tua amiga.
te quero mais que tudo
minha vida é tua
vigiarei teus passos
e nada vai te atingir.
não posso te ter
mais ainda.
me preocupo.
você é meu
e de mais ninguém
agora estamos juntos
em uma cova.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Você precisa saber sobre mitologia grega - Parte 2
1) Menelau era rei lendário da Lacedemônia (Esparta), filho de Atreu e irmão mais novo de Agamenon. O rapto de sua mulher, Helena, por Páris, deu origem à Guerra de Tróia.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Você precisa saber sobre mitologia grega!
1) Zeus era senhor do céu e deus grego supremo. Filho mais novo de Cronos e Reia, sempre foi considerado um deus do tempo, com raios, trovões, chuvas e tempestades associados a ele. Mais tarde foi associado à justiça e à lei.
domingo, 23 de setembro de 2012
O poder da imaginação
Fui educado pela imaginação
Viagei pela mão dela sempre,
Amei, odiei, falei, pensei sempre por isso,
E todos os dias têm essa janela por diante,
E todas as horas parecem minhas desta maneira.
Fernando Pessoa
Viagei pela mão dela sempre,
Amei, odiei, falei, pensei sempre por isso,
E todos os dias têm essa janela por diante,
E todas as horas parecem minhas desta maneira.
Fernando Pessoa
sábado, 22 de setembro de 2012
Vista Cansada (Otto Lara Resende)
Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que os cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se aguém lhe perguntar o que é que você vê pelo caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e às vezes passava-lhe um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez tudo o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
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