quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O suposto fim do mundo



   Um tema bem polêmico e que aflige muita gente são as previsões sobre o fim dos tempos. Segundo os maias, algo de muito grave acontecerá no solstício de inverno, em 21 de Dezembro de 2012. Tão grave será o acontecimento, que o mundo tal como o conhecemos, desaparecerá. Isto não quer dizer que o mundo acabará, mas que um grande acontecimento irá transformá-lo, daqui a dois dias.
   Apesar da sabedoria maia ser reconhecida em diversas áreas do conhecimento, essa profecia não deve ser levada a sério. Infelizmente, graças a essa previsão, os índices de suicídio aumentaram e muita gente está aflita.
   Já houveram diversas teorias, anos e ocasiões em que, supostamente, o mundo iria acabar (como na virada do século xx para o xxi) e todas elas caíram por terra. A verdade é que nenhum ser humano pode prever o fim do mundo para um ano exato – nem a adorável civilização maia. E que venha 2013!
                                                                                                                               
                                                                                                                                         Aline Girão

domingo, 7 de outubro de 2012

Conheço aquela menina
que é amiga de outra menina
que gosta do menino
que aquela menina também gosta.
e o menino que de nada gosta.
e quem fica no meio
é uma menina
que gosta daquele menino
e da outra menina.
e o menino
que de nada gosta.

sábado, 6 de outubro de 2012

Um gênio chamado Charles Chaplin

"Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou. Não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna"

"Não preciso me drogar para ser um gênio; Não preciso ser um gênio para ser humano; Mas preciso do seu sorriso para ser feliz."

"Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que já me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político."

O velho e a flor (Vinícius de Moraes)

Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.

Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor

.

Soneto da Fidelidade (Vinícius de Moraes)

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Pra não dizer que não falei das flores (Geraldo Vandré)

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
 
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Desencontro

Eu era menina
você sapeca
brincamos,
e, de brincadeira em brincadeira,
nossos dedos mindinhos se juntaram.

você foi embora
eu fiquei, e vivi as peripércias de vida.
fui embora mas voltava de vez em quando.

nada deu certo
tudo deu certo
cada dia,as ondas do mar,
te levam mais
não sei como estás, esteja bem.

algo aconteceu
você voltou.
e nada de nada aconteceu.

você era quieto
eu louquinha
nada se acertava; nada combinava.
mudei, mudei para você
mas você não mudou.

você ama outra
eu já estou comprometida
mas eu sei que você, e sempre amarei.

domingo, 30 de setembro de 2012

Canteiros (Cecília Meireles)

Quando penso em você, fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa, menos a felicidade
Correm os meus dedos longos, em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento
Pode ser até manhã, cedo claro feito dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza
Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida,
Pois se não chega a morte ou coisa parecida
E nos arrasta moço, sem ter visto a vida.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tempo Perdido (Renato Russo)

Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mais tenho muito tempo:
Temos todo o tempo do mundo.

Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia:
“Sempre em frente,
Não temos tempo a perder”.

Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E tão selvagem.

Veja o sol dessa manhã tão cinza:
A tempestade é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E me diz mais uma vez
Que já estamos longe de tudo:
Temos o nosso próprio tempo.

Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora.
O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido, ninguém prometeu.
Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

amado amigo

Teus caminhos
teus sonhos
teus medos
tuas tristezas
teus sofrimentos
tuas vitórias
teus pensamentos
tuas memórias
tuas alegrias
tua história
saberei de tudo um pouquinho
bem de perto.
cantarei o refrão
das tuas músicas preferidas
sentirei teu abraço
tocar em meus cabelos
e quando tu chorares
chorarei contigo
porque tu és meu amigo
e nada te machucarás,
enquanto eu estiver perto.
mas não posso mais
acabo de me apaixonar
pelo meu melhor amigo.
agora brigo contigo
e me afasto
meu coração
foi esmagado.
como pode ser tão forte
essa dor.
sinto a morte
por não estar com você
mesmo sendo tua amiga.
te quero mais que tudo
minha vida é tua
vigiarei teus passos
e nada vai te atingir.
não posso te ter
mais ainda.
me preocupo.
você é meu
e de mais ninguém
agora estamos juntos
em uma cova.




terça-feira, 25 de setembro de 2012

Você precisa saber sobre mitologia grega - Parte 2

1) Menelau era rei lendário da Lacedemônia (Esparta), filho de Atreu e irmão mais novo de Agamenon. O rapto de sua mulher, Helena, por Páris, deu origem à Guerra de Tróia.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Você precisa saber sobre mitologia grega!

1) Zeus era senhor do céu e deus grego supremo. Filho mais novo de Cronos e Reia, sempre foi considerado um deus do tempo, com raios, trovões, chuvas e tempestades associados a ele. Mais tarde foi associado à justiça e à lei.

domingo, 23 de setembro de 2012

O poder da imaginação

Fui educado pela imaginação
Viagei pela mão dela sempre,
Amei, odiei, falei, pensei sempre por isso,
E todos os dias têm essa janela por diante,
E todas as horas parecem minhas desta maneira.
                                            Fernando Pessoa 

 

sábado, 22 de setembro de 2012

Vista Cansada (Otto Lara Resende)

   
     Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.
     Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que os cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
     Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se aguém lhe perguntar o que é que você vê pelo caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom dia e às vezes passava-lhe um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
     Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
     Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez tudo o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Meu coração se esmaga ao saber
que tu não me pertence.
pertence ao mundo.
agora sei que é com você que sonho
as noites tristes
e por algum motivo
o meu sorriso nasce com o dia.
mas,não podemos estar juntos
porque pra tu,
sou amiga
e tu és para mim
um deus.