Ah, como eu queria fazer As coisas certas, sem correr riscos Ah, como eu queria amar E não ligar se não fosse correspondido Mas, se fosse assim, não haveria favor Não haveria sobre mim o agir do senhor Grato sou pelo teu amor Ah, como eu queria andar Em um corpo que só fosse incorruptível Ah, como eu queria colher Apenas frutos bons, mas eu não consigo Talvez, se fosse assim, eu não daria valor, Não buscaria em Deus melhorar o que sou Ele é tudo o que eu preciso Por mais que eu cresça, Sou uma criança Buscando no maior confiança Sou aprendiz do agir de Deus em mim por toda a minha vida Ele me fez ser dependente De um pai que nunca esteve ausente Sou um aprendiz do agir de deus em mim por toda minha vida Ah, como eu queria sorrir Na certeza de que a dor não voltaria Ah, como eu queria chorar Só por motivos de grandes alegrias Mas, se fosse assim, não haveria favor, Não haveria no meu peito o consolador Grato sou pelo teu Amor
Deus meu, Pai meu, Amor meu, Tudo, razão de tudo! Deus meu, Ar meu, Farol, o farol que eu Preciso, como eu preciso!!
Eu preciso Te sentir todo dia! E olhar pra Tua luz pra não me perder! Meu Senhor, Tu és a minha alegria E eu preciso!!
Deus da minha vida Fica comigo Sou a Sua casa Mora em mim Deixa eu Te dizer o que eu preciso, Pai Eu preciso do Senhor!!
Se meus joelhos Não doessem mais Diante de um bom motivo Que me traga fé Que me traga fé...
Se por alguns Segundos eu observar E só observar A isca e o anzol A isca e o anzol A isca e o anzol A isca e o anzol...
Ainda assim estarei Pronto pra comemorar Se eu me tornar Menos faminto E curioso Curioso...
O mar escuro Trará o medo Lado a lado Com os corais Mais coloridos...
Valeu a pena Êh! Êh! Valeu a pena Êh! Êh! Sou pescador de ilusões Sou pescador de ilusões...(2x)
Se eu ousar catar Na superfície De qualquer manhã As palavras De um livro Sem final! Sem final! Sem final! Sem final! Final...
Valeu a pena Êh! Êh! Valeu a pena Êh! Êh! Sou pescador de ilusões Sou pescador de ilusões...(2x)
Se eu ousar catar Na superfície De qualquer manhã As palavras De um livro Sem final! Sem final! Sem final! Sem final! Final...
Valeu a pena Êh! Êh! Valeu a pena Êh! Êh! Sou pescador de ilusões...
Valeu a pena Êh! Êh! Valeu a pena Êh! Êh! Sou pescador de ilusões Sou pescador de ilusões...
Valeu a pena Valeu a pena Sou pescador de ilusões Valeu a pena Valeu a pena Sou pescador de ilusões Sou pescador de ilusões Valeu a pena!...
Pega na minha cintura E aperta sem ter medo Hoje eu quero te mostrar O que eu guardo em segredo
Chega já pedindo tudo Te dou essa liberdade A mulher que você quer Tá morrendo de saudade
Sou feito brigadeiro de colher Tão bonita e cheirosa como a flor Sou morena faceira, menina brejeira Do interior
De cabelos queimados pelo sol Tô querendo um chamego, teu calor Fiz essa brincadeira mexendo as cadeira E falando de amor
Terra quente sedenta De chuva caindo, sou eu Rio molhando a beleza Da mata fechada, sou eu
Curiosa pra ter um pouquinho Daquilo que pode ser meu De menina a mulher, o que você quiser Mineirinha ferveu
Que mulher ruim Jogou minhas coisas fora Disse que em sua cama Eu não deito mais não A casa é minha Você que vá embora Já pra saia da sua mãe E deixa meu colchão
Ela é pró na arte De pentelhar e aziar É campeã do mundo A raiva era tanta Que eu nem reparei Que a Lua diminuía
A doida tá me beijando a horas Disse que se for sem eu Não quer viver mais não Me diz Deus, o que é que eu faço agora?
Se me olhando desse jeito Ela me tem na mão, meu filho aguenta Quem mandou você gostar Dessa mulher de fases?
Complicada e perfeitinha Você me apareceu Era tudo que eu queria Estrela da sorte Quando a noite ela surgia Meu bem você cresceu Meu namoro é na folinha Mulher de fases
Põe fermento, põe as bombas Qualquer coisa que aumente A deixe bem maior que o Sol Pouca gente sabe que na noite O frio é quente e arde e eu acendi
Até sem luz dá pra se enxergar O lençol fazendo congo-blue É pena, eu sei amanhã já vai miar Se aguente que lá vem chumbo quente
Complicada e perfeitinha Você me apareceu Era tudo que eu queria Estrela da sorte Quando a noite ela surgia Meu bem você cresceu Meu namoro é na folhinha Mulher de fases
Ela passou do meu lado "Oi, amor." - eu lhe falei "Você está tão sozinha." Ela então sorriu pra mim
Foi assim que a conheci Naquele dia junto ao mar As ondas vinham beijar a praia O sol brilhava de tanta emoção Um rosto lindo como o verão E um beijo aconteceu
Nos encontramos à noite Passeamos por aí E num lugar escondido Outro beijo lhe pedi
Lua de prata no céu O brilho das estrelas no chão Tenho certeza que não sonhava A noite linda continuava E a voz tão doce que me falava: "O mundo pertence a nós!"
E hoje a noite não tem luar E eu estou sem ela Já não sei onde procurar Não sei onde ela está
Hoje a noite não tem luar E eu estou sem ela Já não sei onde procurar Onde está meu amor?
Quem me dera Ao menos uma vez Ter de volta todo o ouro Que entreguei a quem Conseguiu me convencer Que era prova de amizade Se alguém levasse embora Até o que eu não tinha
Quem me dera Ao menos uma vez Esquecer que acreditei Que era por brincadeira Que se cortava sempre Um pano-de-chão De linho nobre e pura seda
Quem me dera Ao menos uma vez Explicar o que ninguém Consegue entender Que o que aconteceu Ainda está por vir E o futuro não é mais Como era antigamente.
Quem me dera Ao menos uma vez Provar que quem tem mais Do que precisa ter Quase sempre se convence Que não tem o bastante Fala demais Por não ter nada a dizer.
Quem me dera Ao menos uma vez Que o mais simples fosse visto Como o mais importante Mas nos deram espelhos E vimos um mundo doente.
Quem me dera Ao menos uma vez Entender como um só Deus Ao mesmo tempo é três Esse mesmo Deus Foi morto por vocês Sua maldade, então Deixaram Deus tão triste.
Eu quis o perigo E até sangrei sozinho Entenda! Assim pude trazer Você de volta pra mim Quando descobri Que é sempre só você Que me entende Do início ao fim.
E é só você que tem A cura do meu vício De insistir nessa saudade Que eu sinto De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera Ao menos uma vez Acreditar por um instante Em tudo que existe E acreditar Que o mundo é perfeito Que todas as pessoas São felizes...
Quem me dera Ao menos uma vez Fazer com que o mundo Saiba que seu nome Está em tudo e mesmo assim Ninguém lhe diz Ao menos, obrigado.
Quem me dera Ao menos uma vez Como a mais bela tribo Dos mais belos índios Não ser atacado Por ser inocente.
Eu quis o perigo E até sangrei sozinho Entenda!
Assim pude trazer Você de volta pra mim Quando descobri Que é sempre só você Que me entende Do início ao fim.
E é só você que tem A cura pro meu vício De insistir nessa saudade Que eu sinto De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos E vimos um mundo doente Tentei chorar e não consegui.
Quando a noturna sombra envolve a terra E à paz convida o lavrador
cansado, À fresca brisa o seio delicado A branca flor do embiruçu
descerra.
E das límpidas lágrimas que chora A noite amiga, ela recolhe alguma; A
vida bebe na ligeira bruma, Até que rompe no horizonte a aurora.
Então, à luz nascente, a flor modesta, Quando tudo o que vive alma
recobra, Languidamente as suas folhas dobra, E busca o sono quando tudo é
festa.
Suave imagem da alma que suspira E odeia a turba vã! da alma que
sente Agitar-se-lhe a asa impaciente E a novos mundos transportar-se
aspira!
Também ela ama as horas silenciosas, E quando a vida as lutas
interrompe, Ela da carne os duros elos rompe, E entrega o seio às ilusões
viçosas.
É tudo seu - tempo, fortuna, espaço, E o céu azul e os seus milhões de
estrelas; Abrasada de amor, palpita ao vê-las, E a todas cinge no ideal
abraço.
O rosto não encara indiferente, Nem a traidora mão cândida aperta; Das
mentiras da vida se liberta E entra no mundo que jamais não mente.
Noite, melhor que o dia; quem não te ama? Labor ingrato, agitação,
fadiga, Tudo faz esquecer tua asa amiga Que a alma nos leva onde a ventura
a chama.
Ama-te a flor que desabrocha à hora Em que o último olhar o sol lhe
estende, Vive, embala-se, orvalha-se, recende, E as folhas cerra quando
rompe a aurora.
Vamos girar, girar Até o dia clarear A vida é muito curta, não vou parar Aumenta o som da camionete poe no 12 sem ter dó Toca um Tião Carreiro um Chitãozinho e Chororó Sou metade santo, outra metade malandragem Estiloso na fazenda e selvagem na cidade Esse é meu jeito e ninguem consegue me mudar Acordo em um canto e vou dormir em outro lugar
Livre, é o meu jeito de ser, nasci fui criado desse jeito Meio louco imperfeito, não queira entender Livre, é o meu jeito de amar, eu quero ser a sua liberdade Seu segredo mais selvagem, quem te faz sonhar.
Vamos girar, girar, Abra as asas pra voar Não existem limites, vem se entregar Eu acelero na balada, e no meu rancho encontro a paz Não perco tempo pra dormir, eu quero é mais Desligo o celular e ouço a voz do coração Eu quero ouvir mais sim e menos não Esse é meu jeito e ninguem consegue me mudar, Acordo em um canto e vou dormir em outro lugar.
posso gostar de várias coisas
posso amar várias pessoas
posso mudar
posso ficar do jeitinho que sou
do jeito que só você gosta.
posso te seduzir
posso te levar pro meu mundo
posso te amar
posso te odiar
posso ser como querer
posso me entregar
posso posso te sentir
posso nos sentir
posso te olhar e ver a verdade
nos teus olhos
posso ver teus sentimentos
que são lindos
nem tão sofridos
nem tão vividos
nem tão amargos
nem tão sentidos
cheio de tudo
tudo que só eu posso.
posso te ouvir
ouvir nada de sua boca
banhada de mel
mas ouvir seu coração.
posso saber que você esta perto
ou nem tão perto de mim
posso ser sua
posso mais ser nada
posso brigar com você,
e mim deixar em fúrias.
posso te desejar
posso te trocar por outro
posso tudo
mas o meu poder é só seu
que só eu posso.
Não tinha medo o tal João de Santo Cristo Era o que todos diziam quando ele se perdeu Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu
Quando criança só pensava em ser bandido Ainda mais quando com um tiro de soldado o pai morreu Era o terror da sertania onde morava E na escola até o professor com ele aprendeu
Ia pra igreja só pra roubar o dinheiro Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar Sentia mesmo que era mesmo diferente Sentia que aquilo ali não era o seu lugar
Ele queria sair para ver o mar E as coisas que ele via na televisão Juntou dinheiro para poder viajar De escolha própria, escolheu a solidão
Comia todas as menininhas da cidade De tanto brincar de médico, aos doze era professor. Aos quinze, foi mandado pro o reformatório Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror.
Não entendia como a vida funcionava Discriminação por causa da sua classe e sua cor Ficou cansado de tentar achar resposta E comprou uma passagem, foi direto a Salvador.
E lá chegando foi tomar um cafezinho E encontrou um boiadeiro com quem foi falar E o boiadeiro tinha uma passagem e ia perder a viagem Mas João foi lhe salvar
Dizia ele: "Estou indo pra Brasília Neste país lugar melhor não há Tô precisando visitar a minha filha Eu fico aqui e você vai no meu lugar"
E João aceitou sua proposta E num ônibus entrou no Planalto Central Ele ficou bestificado com a cidade Saindo da rodoviária, viu as luzes de Natal
"Meu Deus, mas que cidade linda, No Ano-Novo eu começo a trabalhar" Cortar madeira, aprendiz de carpinteiro Ganhava cem mil por mês em Taguatinga
Na sexta-feira ia pra zona da cidade Gastar todo o seu dinheiro de rapaz trabalhador E conhecia muita gente interessante Até um neto bastardo do seu bisavô
Um peruano que vivia na Bolívia E muitas coisas trazia de lá Seu nome era Pablo e ele dizia Que um negócio ele ia começar
E o Santo Cristo até a morte trabalhava Mas o dinheiro não dava pra ele se alimentar E ouvia às sete horas o noticiário Que sempre dizia que o seu ministro ia ajudar
Mas ele não queria mais conversa E decidiu que, como Pablo, ele ia se virar Elaborou mais uma vez seu plano santo E sem ser crucificado, a plantação foi começar.
Logo logo os maluco da cidade souberam da novidade: "Tem bagulho bom ai!" E João de Santo Cristo ficou rico E acabou com todos os traficantes dali.
Fez amigos, frequentava a Asa Norte E ia pra festa de rock, pra se libertar Mas de repente Sob uma má influência dos boyzinho da cidade Começou a roubar.
Já no primeiro roubo ele dançou E pro inferno ele foi pela primeira vez Violência e estupro do seu corpo "Vocês vão ver, eu vou pegar vocês"
Agora o Santo Cristo era bandido Destemido e temido no Distrito Federal Não tinha nenhum medo de polícia Capitão ou traficante, playboy ou general
Foi quando conheceu uma menina E de todos os seus pecados ele se arrependeu Maria Lúcia era uma menina linda E o coração dele pra ela o Santo Cristo prometeu
Ele dizia que queria se casar E carpinteiro ele voltou a ser "Maria Lúcia pra sempre vou te amar E um filho com você eu quero ter"
O tempo passa e um dia vem na porta Um senhor de alta classe com dinheiro na mão E ele faz uma proposta indecorosa E diz que espera uma resposta, uma resposta do João
"Não boto bomba em banca de jornal Nem em colégio de criança isso eu não faço não E não protejo general de dez estrelas Que fica atrás da mesa com o cu na mão
E é melhor senhor sair da minha casa Nunca brinque com um Peixes de ascendente Escorpião" Mas antes de sair, com ódio no olhar, o velho disse: "Você perdeu sua vida, meu irmão"
"Você perdeu a sua vida meu irmão Você perdeu a sua vida meu irmão Essas palavras vão entrar no coração Eu vou sofrer as consequências como um cão"
Não é que o Santo Cristo estava certo Seu futuro era incerto e ele não foi trabalhar Se embebedou e no meio da bebedeira Descobriu que tinha outro trabalhando em seu lugar
Falou com Pablo que queria um parceiro E também tinha dinheiro e queria se armar Pablo trazia o contrabando da Bolívia E Santo Cristo revendia em Planaltina
Mas acontece que um tal de Jeremias, Traficante de renome, apareceu por lá Ficou sabendo dos planos de Santo Cristo E decidiu que, com João ele ia acabar
Mas Pablo trouxe uma Winchester-22 E Santo Cristo já sabia atirar E decidiu usar a arma só depois Que Jeremias começasse a brigar
Jeremias, maconheiro sem-vergonha Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar Desvirginava mocinhas inocentes Se dizia que era crente mas não sabia rezar
E Santo Cristo há muito não ia pra casa E a saudade começou a apertar "Eu vou me embora, eu vou ver Maria Lúcia Já tá em tempo de a gente se casar"
Chegando em casa então ele chorou E pro inferno ele foi pela segunda vez Com Maria Lúcia Jeremias se casou E um filho nela ele fez
Santo Cristo era só ódio por dentro E então o Jeremias pra um duelo ele chamou Amanhã às duas horas na Ceilândia Em frente ao lote 14, é pra lá que eu vou
E você pode escolher as suas armas Que eu acabo mesmo com você, seu porco traidor E mato também Maria Lúcia Aquela menina falsa pra quem jurei o meu amor
E o Santo Cristo não sabia o que fazer Quando viu o repórter da televisão Que deu notícia do duelo na TV Dizendo a hora e o local e a razão
No sábado então, às duas horas, Todo o povo sem demora foi lá só para assistir Um homem que atirava pelas costas E acertou o Santo Cristo, começou a sorrir
Sentindo o sangue na garganta, João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e A gente da TV que filmava tudo ali
E se lembrou de quando era uma criança E de tudo o que vivera até ali E decidiu entrar de vez naquela dança "Se a via-crucis virou circo, estou aqui"
E nisso o sol cegou seus olhos E então Maria Lúcia ele reconheceu Ela trazia a Winchester-22 A arma que seu primo Pablo lhe deu
"Jeremias, eu sou homem. coisa que você não é E não atiro pelas costas não Olha pra cá filha-da-puta, sem-vergonha Dá uma olhada no meu sangue e vem sentir o teu perdão"
E Santo Cristo com a Winchester-22 Deu cinco tiros no bandido traidor Maria Lúcia se arrependeu depois E morreu junto com João, seu protetor
E o povo declarava que João de Santo Cristo Era santo porque sabia morrer E a alta burguesia da cidade Não acreditou na história que eles viram na TV
E João não conseguiu o que queria Quando veio pra Brasília, com o diabo ter Ele queria era falar pro presidente Pra ajudar toda essa gente que só faz...
Sofrer...
Eu gosto tanto de você Que até prefiro esconder Deixo assim ficar subentendido Como uma ideia que existe na cabeça E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso de ser abstrato baby A beleza é mesmo tão fulgaz É uma idéia que existe na cabeça E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza Pois que seja fraqueza então A alegria que me da Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso Caberá só a mim esquecer O que eu ganho e o que eu perco Ninguém precisa saber
Eu gosto tanto de você Que até prefiro esconder Deixo assim ficar subentendido Como uma ideia que existe na cabeça E não tem a menor obrigação de acontecer
Pode até parecer fraqueza Pois que seja fraqueza então A alegria que me da Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso Caberá só a mim esquecer E eu vou sobreviver O que eu ganho e o que eu perco Ninguém precisa saber
Não te ver é me encontrar imerso nesse mar de fel Vou te levar pro céu, já que os opostos se atraem. E quando o fluxo é perfeito e vai girando feito carrossel Se eu te levar pro céu, a noite não acaba mais.
O que difere nos aproxima Quando ela exerce teu poder é minha sina Te contemplar até morrer Ela aprecia um filme em boa companhia Ser interessante é arte que ela domina
Mantém a classe, equilíbrio, é fiel onde for. Sou um mero largado, que nunca endireito. Discreta pra beber, mas sabe se portar. Só dou vexame, saio sem pagar.
E ela me faz tão bem, quando cai à noite eu sou refém. E ela me faz tão bem, sem você não sou ninguém. Hoje eu vou me entregar trilhar com você, pra onde você for. Pra que lógica quando se vê que é o amor
E ela é toda clima zen O meu estresse é um vício Ela propaga bons modos, eu maus princípios. Se ela vai de iate, eu vou de bike ver o mar. Diferença fortalece a sintonia
Eu detesto etiqueta, mas eu abro exceção Quando se encontra química se perde a razão Sendo assim vou desfrutar teu amor, e vou pra onde for.
E ela me faz tão bem, quando cai a noite eu sou refém. E ela me faz tão bem, sem você não sou ninguém. Hoje eu vou me entregar trilhar com você, pra onde você for. Pra que lógica quando se vê que é o amor
Não te ver é me encontrar imerso nesse mar de fel Se eu te levar pro céu, a noite não acaba mais.
E ela me faz tão bem, quando cai à noite eu sou refém. E ela me faz tão bem, sem você não sou ninguém. Hoje eu vou me entregar trilhar com você, pra onde você for. Pra que lógica quando se vê que é o amor Pra que lógica quando se vê que é o amor Pra que lógica quando se vê que é
Tudo que eu pedi pra Deus é pra ter uma vida inteira com você Eu vou que vou, com você aonde for.
Quem um dia irá dizer Que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar Ficou deitado e viu que horas eram Enquanto Mônica tomava um conhaque No outro canto da cidade, como eles disseram
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer Um carinha do cursinho do Eduardo que disse "Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita "Eu não tô legal", não agüento mais birita" E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa "É quase duas, eu vou me ferrar"
Eduardo e Mônica trocaram telefone Depois telefonaram e decidiram se encontrar O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de "camelo" O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos Ela era de Leão e ele tinha dezesseis Ela fazia Medicina e falava alemão E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud E o Eduardo gostava de novela E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central Também magia e meditação E o Eduardo ainda tava no esquema Escola, cinema, clube, televisão
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente Uma vontade de se ver E os dois se encontravam todo dia E a vontade crescia, como tinha de ser
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia Teatro, artesanato, e foram viajar A Mônica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer E decidiu trabalhar (não!) E ela se formou no mesmo mês Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos E também brigaram juntos, muitas vezes depois E todo mundo diz que ele completa ela E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás Mais ou menos quando os gêmeos vieram Batalharam grana, seguraram legal A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília E a nossa amizade dá saudade no verão Só que nessas férias, não vão viajar Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
E quem um dia irá dizer Que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão?
pessoas falsas são iguais baratas,não tenho medo,tenho nojo.
De onde vem a calma daquele cara? Ele não sabe ser melhor, viu? Como não entende de ser valente? Ele não sabe ser mais viril Ele não sabe não, viu? Às vezes dá como um frio É o mundo que anda hostil O mundo todo é hostil
De onde vem o jeito tão sem defeito? Que esse rapaz consegue fingir Olha esse sorriso tão indeciso Tá se exibindo pra solidão Não vão embora daqui Eu sou o que vocês são Não solta da minha mão Não solta da minha mão
Eu não vou mudar não Eu vou ficar são Mesmo se for só Não vou ceder Deus vai dar aval sim O mal vai ter fim E no final assim calado Eu sei que vou ser coroado Rei de mim.
Sabe, quando a gente tem vontade de encontrar A novidade de uma pessoa Quando o tempo passa rápido Quando você está ao lado dessa pessoa Quando dá vontade de ficar nos braços dela E nunca mais sair…
Sabe, quando a felicidade invade Quando pensa na imagem da pessoa Quando lembra que seus lábios encontraram Outros lábios de uma pessoa E o beijo esperado ainda está molhado E guardado ali... Em sua boca Que se abre e sorri feliz Quando fala o nome daquela pessoa Quando quer beijar de novo e muito Os lábios desejados da sua pessoa Quando quer que acabe logo a viagem Que levou ela pra longe daqui…
Sabe, quando passa a nuvem brasa Abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa Quando quer ali deitar, se alimentar E entregar seu corpo pra pessoa Quando pensa porque não disse a verdade É que eu queria que ela estivesse aqui…
Sei... Eu sei.
Quem sou eu pra tentar te conquistar Com meu jeito de falar Com poemas e canções?
Quem sou eu pra tentar te convencer Com esse meu jeito de ser Se tu sabes tudo de mim?
Mas há uma diferença Quando é de coração pra coração Mas há uma diferença Quando é de coração
Quem sou eu pra tentar te conquistar Com meu jeito de falar Com poemas e canções?
Quem sou eu pra tentar te convencer Com esse meu jeito de ser Se tu sabes tudo de mim?
Mas há uma diferença Quando é de coração pra coração Mas há uma diferença Quando é de coração
As vezes, a maior prova de amor É esquecer tudo que sou E abrir mão de mim
não precisa ser um provisional para fazer desenhos de pessoas basta usar a criatividade.
você pode usar:
-óleo
-pincel
-folha de papel (em branco)
-lapiseira ou lápis
-uma fotografia normal.
coloque a fotografia debaixo do papel,depois pinte com óleo.
Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais
De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar
Estátuas e cofres e paredes pintadas Ninguém sabe o que aconteceu.
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.
Dorme agora,
é só o vento lá fora.
Quero colo! Vou fugir de casa!
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três.
Meu filho vai ter nome de santo
Quero o nome mais bonito.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Me diz, por que que o céu é azul?
Explica a grande fúria do mundo
São meus filhos
Que tomam conta de mim.
Eu moro com a minha mãe
Mas meu pai vem me visitar
Eu moro na rua, não tenho ninguém
Eu moro em qualquer lugar.
Já morei em tanta casa
Que nem me lembro mais
Eu moro com os meus pais.
É preciso amar as pessoas
Como se não houvesse amanhã
Porque se você parar pra pensar
Na verdade não há.
Sou uma gota d'água,
sou um grão de areia
Você me diz que seus pais não te entendem,
Mas você não entende seus pais.
Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser,
Quando você crescer?